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EU FUI!!! LUCAS PHILIPPI DALL'AGNOL, Sturgis High School , Michigan, USA
Fazer uma experiência de intercâmbio é algo impagável: é a oportunidade de aperfeiçoamento humano, de ser e fazer tudo aquilo de bom que te é possibilitado. Fazer uma experiência de intercâmbio é como renascer: é a oportunidade de se "desvenciliar" de sua própria vida, de seus vícios, é a oportunidade de se conhecer melhor, de conhecer seus limites e suas potencialidades "all by yourself" em um outro país. É muito bom conhecer pessoas novas, estabelecer novos referenciais de relacionamentos afetivos, novos referenciais de espaço e novos referenciais de tempo. O mundo se torna pequeno, os horizontes se abrem e nós podemos avaliar nossas condutas, rever nossos conflitos diários, resolver nossas angustias ao descobrir realmente de onde elas partem: de nós mesmos. Eu lembro como se fosse hoje a minha inquietação à espera de uma família, a aflição à espera de uma aceitação. Eu estava empolgado. Fui. Quando estava lá era difícil de acreditar que eu realmente estava lá. O sul do Michigan me recebeu muito bem. Logo, eu estaria fazendo novas amizades. A experiência de High School nos E.U.A. é maravilhosa. As escolas são sofisticadas e aconchegantes. Lá eu fiz: física avançada, economia, governo americano, história americana, inglês (discurso), musculação, coral, desenho de páginas da WEB e matemática avançada. Diferentemente do ensino brasileiro, há disciplinas básicas para todos, mas há também disciplinas específicas no "High School", de acordo com a preparação de carreira de cada um, o que é muito importante para eles: o planejamento. Eu ainda participei de projetos como o Musical de fim de ano da escola "Cinderella" como ator, algo bem parecido com o High School Musical. Fiz também 10 horas de trabalho comunitário arrecadando fundos para o "Salvation Army" como requisito para passar na disciplina de Governo Americano. Viajei muito nos Estados Unidos, fui a Detroit, Chicago, Tampa, Orlando, Daytona, Sarasota, Indianápolis... Mergulhei na cultura, me sentia o próprio americano: comia fast-food direto, comprava coisas pela internet, ia quase todo dia no Wal-Mart, passei a tratar certas coisas como descartáveis, pluralizei os meus gostos esportivos: hockey, foot-ball... Aprendi muita coisa no âmbito social e dos relacionamentos, esclareci e cristalizei alguns aspectos da minha personalidade, e... Tempo esgotado: tive de voltar. O tempo passou muito rápido. Voltei feliz, com a auto-estima nos mais altos patamares, me sentindo independente, autônomo e autosuficiente, e hoje mantenho os contatos que fiz lá, tenho melhores desempenhos ao resolver as adversidades (jogo de cintura), me sinto familiarizado com os Estados Unidos, tenho vontade de voltar para lá, e, por último, adquiri fluência no inglês. |
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