DESTINO DO MÊS
Meu nome é Gabriel. Meu sobrenome é Britto, mas já foi Britteaux em um hotel em Lyon, na França, como o francês que fez a reserva por telefone entendeu que "Messiê Brrrittô" deveria ser escrito. Sou publicitário 11 meses por ano. No mês que sobra sou um irresponsável perdulário que gasta tudo alimentando uma vontade de conhecer toda e qualquer cultura do mundo, por mais estranha que ela seja. Esse vício vem desde que fiz minha primeira viagem internacional, em 1997, para Buenos Aires. De lá para cá foram mais algumas visitas a capital argentina, um ano na República Tcheca e viagens divididas entre Brasil, Hungria, Polônia, Alemanha, Áustria, Portugal, Inglaterra, Espanha, França, Marrocos, Vietnã, Laos, Camboja e Tailândia, além dos vizinhos Chile e Uruguai. Se tivesse dinheiro sobrando, colocaria um mapa-múndi enorme em uma parede da minha casa e passaria a vida jogando dardos e voando para onde eles acertassem. Mas enquanto não posso fazer isso, sigo viajando uma ou duas vezes por ano, dependendo dos destinos escolhidos.

Feita esta apresentação pra lá de sincera (e descaradamente copiada do meu site), imagine que entre março de 2006 e de 2008, eu fiquei sem viajar. Imaginou? Pois é: foi uma tortura. Por isso, o destino da viagem de 2008 tinha que ser um lugar especial, esperado havia muito tempo. Não foi fácil escolher, já que existem dezenas de destinos esperados há muito tempo na minha lista. Mas depois de muitas análises e da coincidência de caírem nas minhas mãos duas revistas com matérias sobre o Camboja e o Vietnã, voilà: a Indochina foi escolhida.

Meses depois, desembarquei em Bangcoc, após 39 horas e 31 minutos de viagem (cronometrados!), para repousar uma noite antes de seguir para o Camboja. Ao longo de 26 dias, foram muitos outros deslocamentos de carro, avião e trem entre cidades e vilazinhas do interior cambojano, vietnamita e laosiano. Siem Reap, Saigon, Hoi An, Hue, Hanói, Sa Pa, Bac Ha, Halong e Luang Prabang foram as principais, mas várias também entraram no roteiro pelo caminho, em passeios diários ou apenas de passagem. Algumas, por serem tão interessantes ou lindas, não devem ser esquecidas jamais. É o caso de Luang Prabang, no Laos, um paraíso budista, a minha franca favorita em todos os quesitos. Outras serviram apenas para constar no diário de viagem e eu recomendaria apenas a determinados tipos de viajantes, como Saigon, no Vietnã, com seu trânsito enlouquecedor, prédios feios e ruas sujas, mas com a melhor coleção de lembranças de guerra do país. Entre quase todas, duas características em comum: o calor de sabe-se lá quantos graus e a simpatia dos asiáticos, que mesmo vivendo em países extremamente pobres, conseguem sorrir o tempo todo e cativar qualquer estrangeiro.

Na volta, um amigo perguntou se essas haviam sido “as férias da minha vida”. Não foram, porque com um mundo tão grande e com 32 anos é difícil ter encontrado as férias da vida. Mas sem dúvida foram férias de mudar muita coisa dentro da cabeça.

Para conhecer um pouco mais sobre estes três países, e sobre alguns outros também, visite o meu site, o novíssimo O Que Eu Fiz Nas Férias - www.oqueeufiznasferias.com.br. E se gostar, espalhe.