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Acontece no espaço STB BRASAS a mostra fotográfica "Silêncio em Siena'', de Flávio Wild
Flávio Wild, escritor, designer e fotógrafo, apresenta no espaço STB BRASAS a mostra fotográfica que reúne imagens registradas em suas andanças por quinze cidades da Europa e que inspiraram o seu livro de estréia ''Silêncio em Siena'' .
A ficção de Wild é considerada o turismo ao avesso e o escritor surpreende com seu tom coloquial, cuja técnica quebra a narrativa curta, oferecendo uma história e meia em cada conto. Confira o olhar do fotógrafo de cidades fascinantes como Paris, Veneza e Madri.
Coquetel de lançamento dia 8 de julho às 19h30 no STB BRASAS na Anita Garibaldi, 1515.
Confirme presença pelo fone: 4001.3010
Os 20 primeiros a confirmar presença ganharão no coquetel o livro ''Silêncio em Siena'', do autor.
Em exibição de segunda a sexta-feira das 9h às 19h até o dia 30 de julho.

Flávio Wild. Fotografia: Liana Pithan

Veja abaixo as fotos da abertura da exposição:


"Silêncio em Siena subverte a noção comum associada à expressão "livro de viagem". Flávio Wild não faz contos de turista, e o cenário não toma o controle da narrativa. Em vez da descrição estéril de pontos turísticos, Wild concentra-se em episódios: encontros com personagens da paisagem local, iluminuras que remetem a sonho e delírio. Quase todos os contos são permeados por essa aura onírica, a sublinhar que a viagem física é também um deslocamento entre realidades, entre planos que se entrechocam e se invadem pelo deslocamento: o real e o irreal.
A cada conto, a cada cidade, fotografias tiradas pelo próprio Wild, em solene preto-e-branco, adicionam uma nova camada visual à trama da viagem.
Wild sabe trabalhar os subentendidos com sutileza, e, no conjunto, o livro é preciso em apresentar o clima de estranheza tão familiar aos viajantes que adentram não apenas outras fronteiras, mas outras dimensões".
Carlos André Moreira / Jornal Zero Hora / 10.05.2010


"Em Silêncio em Siena , o escritor gaúcho Flávio Wild monta um retrato sensível, inusitado e poético de 15 cidades europeias.
Em seu périplo, ele recebe, capta, rouba dos lugares não a alma, o espírito das coisas, mas fagulhas que o atrito de sua passagem fomenta. Um momento de cada vez. Cada fotografia tem cara de passado, cada clique tem gosto de nostalgia, cada imagem remete a cinema. Um filme para cada pequeno texto.
Com um estilo coloquial, o autor não se comporta como um simples turista. O seu objetivo é outro. A sua relação com cada lugar busca o contrário, o inverso, busca a beleza e a força do detalhe, do resquício, que amplia o simples. Em seus pequenos contos, ele apresenta um guia de viagem, mas um guia de viagem literário. Capta o que pode existir de poesia em cada esquina esquecida. Para Flávio Wild, mesmo em silêncio, toda cidade conta um segredo".
André Di Bernardi Mendes / Jornal Estado de Minas / 19.06.2010

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